sexta-feira, 30 de outubro de 2009

24 de outubro 2009 – oficina livre

Abrimos a oficina deste sábado com uma homenagem pela passagem do dia dos professores. Com declamação, pelas formadoras, de poesia e mensagens de reconhecimento pela grandiosidade do trabalho realizado por nós, professores. Teve mensagem e pirulitos!!!
Seguindo o planejamento houve a leitura da Circular DCRH/SRH Nº. 132/2009 de 19/10/2009, que trata de algumas providências solicitadas à SEE, pelos formadores durante a capacitação realizada em agosto de 2009, em Belo Horizonte. Foi repassado às cursistas o cronograma previsto até o final do programa, alertando-as para a possibilidade de alterações.
Passamos então para o objetivo principal da oficina. O acompanhamento, orientações e discussões da estruturação do projeto solicitado no início da capacitação. Foram entregues e discutidos orientações dos passos do projeto, segundo o Guia Geral. As cursistas apresentaram um nível de conhecimento do assunto.
Foi desenvolvida ainda uma atividade relacionada a Estilo: criação e apresentação de um texto panfleto publicitário com o princípio da negação. Os trabalhos ficaram muito bons!

Oficina 09 – Deu Certo!!!!

Na oficina anterior, havíamos planejado a exibição do filme. Mas... cadê o som? Estava tudo mudo...

Nesta oficina trabalhamos conteúdos do TP 5 relacionando-os ao filme “Narradores de Javé”. Por indisponibilidade de equipamentos, para exibição do filme, para cada formador e sua turma, realizamos a oficina junto com as demais turmas de Língua Portuguesa.
Após assistirem ao filme, as cursistas formaram pequenos grupos e receberam algumas perguntas condutoras da discussão.

1- Qual o papel do escriba naquela comunidade?
2- Analise o processo de construção da escrita do personagem que faz o papel de escriba?
3- Como pode ser percebida a relação entre ser alfabetizado e ser letrado no contexto do filme?
4- Qual a importância do escriba na construção da leitura e da escrita?
5- Aponte marcas estilísticas dos narradores?
6- Como a coerência é construída no filme?
7- Há coesão em Narradores de Javé? Justifique sua resposta.
8- Que elementos de textualidade são apresentados no filme?

Logo após houve um debate com todos os grupos.
A discussão superou as nossas expectativas em outros aspectos levantados pelas cursistas. Sentimos que estudo do TP 5 foi concluído com sucesso.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

FOI ASSIM MAIS UMA OFICINA...

A oficina 09 do Gestar foi realizada em 12/09/09. Havia muitas expectativas por parte dos cursistas por essa oficina, pois foi a primeira após o segundo encontro dos formadores, que aconteceu em Belo Horizonte. Na ultima oficina houve um número significativo dúvidas administrativas em relação ao Gestar e esperávamos obter respostas com a coordenação da SEE-MG, mas infelizmente não tivemos acesso às coordenadoras para que pudéssemos sanar as dúvidas. Frustração dos formadores. Foi encaminhado à SEE documento solicitando a dispensa do cumprimento do Módulo II, como foi anunciada na divulgação do programa, a parte destinada a reunião de planejamento na escola. Já que, o estudo da teoria do Gestar e preparação da aplicação das atividades do programa requerem do cursista tempo superior ao ser cumprido no Módulo II e ao destinado as horas não presenciais do programa. O estudo faz com que o professor prepare aulas mais dinâmicas e interessantes para o aluno, cumprindo assim o objetivo do planejamento na escola. Aguardamos resposta da SEE. Nessa oficina, nós formadores optamos por fazê-la com um grupo maior. Estando presentes as formadoras e os cursistas de Capitão Enéas, Juramento e Montes Claros com o objetivo de ampliarmos a discussão da teoria e socialização da prática. O objetivo foi alcançado satisfatoriamente. O estilo foi tema bastante discutido, pois o novo aspecto abordado pelo TP faz com que repensemos o conceito que se tinha até então de Estilo. Algumas cursistas se mostram mais resistentes com a nova abordagem recaindo sempre no conceito que se tinha, o estilo como algo quase inconsciente e não intencional. Após a discussão ficou claro os diferentes enfoques e como a escolha do gênero textual auxilia nesse impasse. Quando escolhemos o gênero a nossa intenção comunicativa fica clara. Escolhemos assim o léxico a ser usado, e escolhemos o gênero que atenda toda situação de formalidade e informalidade. A questão do Estilo na literatura foi abordada sem maiores tensões, é ponto bem aceito por todos. Outro tema bem discutido foi a Coerência. A coerência como fator externo ao texto, dependente do conhecimento de mundo do escritor e ainda mais do leitor, para a maioria ficou claro e foi bem aceita essa abordagem. Para outros nem tanto, apesar de concordarem a principio, vimos que na prática foi um pouco diferente. Foi nas apresentações da atividade proposta para a oficina que se verificou essa contradição. Ao verificar o cartaz da atividade uma cursista o considerou “fraco”, alegando que há outras propostas melhores. Para outra cursista o cartaz atendeu perfeitamente a proposta. Relatou ao grupo ter lido a proposta da atividade e pesquisado na internet os projetos desenvolvidos pela empresa citada no cartaz. Expôs ao grupo que cada figura presente no cartaz representava projetos desenvolvidos pela empresa e como cada projeto ali ilustrado estava bem casado com a proposta da atividade. Para ela o cartaz era coerente porque ao buscar os elementos que lhe proporcionasse uma leitura mais eficiente, trouxe os elementos de coerência ao texto. Chamando a atenção do grupo para esse acontecimento e podendo verificar como a teoria é validada pela prática, encerramos mais uma oficina do Gestar II.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

FOI ASSIM A OFICICINA 08...

A Oficina 08 do Gestar II foi realizada em quinze de agosto. Ao chegar à sala coloquei sobre a mesa de cada cursista um kit, contento: uma borracha branca, um clipe, uma borrachinha amarela (em forma de círculo), uma pequena corrente dourada, uma bala doce e um papel dobrado. Todas queriam saber qual a finalidade do kit. Suspense!!! No primeiro momento dos trabalhos, as cursistas foram informadas da antecipação da segunda etapa de formação dos professores formadores, de 24 a 28 de agosto, e não mais em setembro como previsto no cronograma fornecido a elas. Discutimos sobre as atividades aplicadas e a serem aplicadas e a organização dos portfólios. Foram entregues, a pedido da coordenadora Sandra da SRE-Montes Claros, os termos de compromisso do cursista. A redação do termo não foi bem recebida pelos cursistas, que recusaram a assiná-lo de imediato declarando a insatisfação nas salas. Durante o lanche houve manifestação de desagrado por parte de um cursista e apoiado pelos demais. Combinei com minhas cursistas que pensassem melhor e analisassem o documento para entregarem na próxima oficina 12/09/09. Alguns questionamentos foram feitos sobre determinados aspectos administrativos do Gestar II, diante da expectativa do encontro com as coordenadoras da SEE-MG, as questões foram devidamente anotadas para serem encaminhadas às coordenadoras. Os relatos da aplicação dos “avançando” foram proveitosos com participação expressiva das cursistas, e segundo os relatos, as atividades escolhidas aconteceram sem grandes surpresas e maiores dificuldades dos alunos.
Hora de acabar com o mistério do kit. Pedi que abrissem o saquinho transparente contendo os objetos e dissessem o que cada um deles representava para elas. Foi uma sucessão significados, todos com suas respectivas explicações. Momento de pura descontração e risos. Pedi então que desdobrassem o papel e lessem as instruções contidas nele.

Kit Felicidade

Este é o nosso kit felicidade que deve nos acompanhar durante nossa trajetória.
Nele você encontrará o indispensável:
Uma corrente de pedras preciosas representando a família e os amigos mais íntimos. Eles valem ouro.
Um elástico representando seu circulo de amizades. O seu tamanho dependerá da sua capacidade e desejo de relacionar-se com os outros.
Um clipe para juntar todos os ensinamentos e experiências positivas.
Uma borracha... É melhor apagar os mal entendidos. Ela representa o perdão, o coração aberto, amigo, sem preconceitos.
E lembre-se de levar consigo balas, para que os doces momentos deste curso relembrem a magia da VIDA!
Utilize o kit e seja feliz!

Julimar Martins
Formadora do
Gestar II – Agosto 2009

A dinâmica atingiu o objetivo esperado, que era descontrair e deixar uma mensagem de incentivo pela participação do Gestar. Tivemos que ir para o lanche, ninguém podia falar, pois resolveram adoçar o momento degustando as balinhas.
Foi realizada a atividade proposta no TP para esta oficina. Algumas cursistas já desenvolveram atividade semelhante com seus alunos e as que não o fizeram ficaram bem entusiasmadas para fazê-lo. Assim encerramos a oficina aguardando as novidades do segundo encontro de formação.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

E AS ATIVIDADES FICAM MAIS INTERESSANTES A CADA ENCONTRO!

Em 11 de julho de 2009, foi realizada a Oficina 07 do programa Gestar II. Tendo como base de estudo as unidades 13 e 14 do TP 4. A primeira parte foi destinada a discussão da teoria abordada nas unidades estudadas. A leitura, escrita e cultura, unidade 13 que tem como seções: o letramento, letramento e diversidade cultural, Conhecimento prévio e atividade de leitura e escrita na escola; O processo da leitura, unidade 14, como seções: Onde está o significado do texto?, Os objetivos de leitura: expectativas e escolhas de texto e Conhecimentos prévios interferem na produção de significado do texto. Foi colocado as cursistas o questionamento acerca do conceito de ”Letramento” Como complemento foi lido e comentado um texto com base em um depoimento dado a um jornal do grande ABC, da Professora Magda B. Soares. A discussão foi bem interessante, as cursistas tem consciência da importância da alfabetização estar atrelada ao letramento, apesar de serem formas distintas de conhecimento e prática. A questão cultural e o processo de leitura e escrita seguiu o mesmo caminho da discussão anterior, detêm conhecimento da teoria e segundo as mesmas procuram aplicar em sala de aula. Foi ressaltado a importância de proporcionar ao aluno a oportunidade de LER, para que ele encontre o segmento textual que lhe desperte maior interesse e possa assim desenvolver o hábito da leitura. Foi ressaltada pela formadora a importância da leitura oral, para que os alunos possam observar as diferenças entre a leitura silenciosa e desenvolvam “o saber ouvir”. O que foi bem recebido pelas cursistas e algumas fizeram breves relatos de suas práticas dessa aplicação. As cursistas estão mais à vontade com o grupo, tornando o momento dos relatos da aplicação do avançando na prática menos “tensos”. Tornou-se necessário definir um número fixo de no máximo três depoimentos por oficina, tendo em vista o cumprimento das atividades programadas. Os relatos, desta oficina, giraram em torno do avançando das páginas 41 e 51. Segundo as cursistas, a escolha foi feita de acordo com a época de festas juninas realizadas nas escolas casando bem coma proposta do Avançando. Atividade que causou uma surpresa muito boa, pelo empenho e dedicação dos alunos. Resultando em produções de excelente resultado. Foi desenvolvida a atividade proposta para esta oficina com base no texto “Cidadezinha qualquer” de Carlos D. de Andrade. As propostas de exploração do texto foram apresentadas por cada grupo. Após cada apresentação, o grupo proporcionou abertura para esclarecimentos, aos demais grupos, acerca das questões propostas e aceitando sugestões de outras possíveis questões a serem trabalhadas de acordo com o ano cursado pelos alunos. O que ocorreu com serenidade, passividade, respeito e boa aceitação de toda a turma. As atividades serão digitadas pela formadora que irá socializar com toda a turma, para que possam trabalhar com seus alunos. Como lição de casa: o estudo das unidades 15 e 16, aplicação de um avançando na prática e relatório da atividade para o dia quinze de agosto de 2009. Segundo as cursistas as atividades desenvolvidas nas oficinas estão ficando melhores a cada encontro. Com votos de bom descanso (e estudo) no recesso escolar de dezoito de julho a dois de agosto de 2009, encerramos mais uma oficina do Gestar II.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

SOBRE A OFICINA 06 - TP 3, 20/06/2009

No dia 20/06/2009 foi realizada a terceira oficina em Montes Claros. Esta oficina corresponde a Oficina 06 do programa Gestar II. A primeira parte das atividades desenvolvidas neste encontro foi destinada aos comentários sobre as unidades 11 e 12 da TP 3, estudadas pelas cursistas - na nossa turma só há mulheres. Os comentários mais recorrentes foram a respeito da “classificação” da seqüência tipológica preditivo, que para a maioria foi novidade. Para uma cursista, ocorre apenas uma criação de nomenclaturas e divisões, baseadas nas necessidades de se vender livros e atender produção de dissertações de mestrado e teses de doutorado. Para outra, existem linhas de pesquisas e o programa optou por uma delas. Como “mediadora” da discussão chamei a atenção do grupo para a capacidade e competência, pertinente a cada uma, em analisar as teorias apresentadas, verificando a utilidade e necessidade, de se fazer adequações no momento de levá-las aos alunos. Considerando o nível de aprendizagem e amadurecimento dos mesmos. No âmbito geral da discussão, o grupo considerou muito importante o estudo teórico, pois, “assim temos mais segurança para trabalharmos gênero e tipos textuais”, fala de uma cursista endossada pelo grupo. No segundo momento, foram feitos os relatos de aplicação do Avançando na prática. Por estarmos com o cronograma de realização do programa bem apertado, foi solicitado que aplicassem dois avançando, um das unidades 9 ou 10, e outro das unidades 11 ou 12. De acordo com as cursistas, foi trabalhada a parte teórica seguida do avançando. Algumas cursistas tentaram realizar em todas as turmas que trabalham, mas foi muito trabalhoso e não deram conta de realizar as duas atividades para a oficina. Pois, houve o feriado e havia outras atividades já programadas pela escola o que dificultou a realização do avançando. Aquelas cursistas que não puderam realizar as duas atividades se comprometeram a aplicar a que não realizada para a próxima oficina. Segundo os relatos, a prática foi muito bem recebida pelos alunos, que se envolveram de forma bem entusiasmada. Algumas confessaram surpresa com a participação e com os resultados das atividades. Principalmente as cursistas que escolheram as turmas cujos alunos apresentam nível de aprendizagem mais lento em relação a outros alunos. Ao descreverem a realização das atividades, as demais cursistas foram localizando na TP o avançando referido para que pudessem acompanhar o relato com maior interesse. A dificuldade mais acentuada encontrada foi na construção da biografia, pois, os alunos do sexto ano tiveram dificuldade em escrever o texto iniciado em terceira pessoa e dar continuidade usando a mesma pessoa. Alegaram que como estavam se referindo a vida deles, poderia usar a primeira. Momento de esclarecimento pelo professor. Os demais relatos foram bem proveitosos e de acordo com os cursistas a aplicação foi bem tranqüila. Algumas cursistas reclamaram da falta de apoio das escolas, principalmente no tocante ao material necessário para a realização das atividades. Segundo as mesmas foi necessário que arcassem com as despesas das cópias xerográficas e demais materiais utilizados. Como já havia recebido pessoalmente e por e-mail esta reclamação, e já havia repassado a Coordenadora da SRE, que enviou mensagem a SEE relatando o ocorrido. Os formadores foram instruídos a passarem um endereço eletrônico aos cursistas, para que pudessem fazer solicitações de apoio diretamente a SEE. No momento final, houve a motivação do estudo da TP 4, e o “Para casa”, estudar as unidades 13 e 14 da referida TP, seguida da aplicação de um Avançando para a próxima oficina que acontecerá no dia 11/07/2009

O estudo da TP 3 revela as escritoras-cursistas de Montes Claros...

As lavadeiras

Ensaboa, bate, torce
Retorce o corpo
No movimento frenético
Como se o tempo voasse
O tempo corre, a água passa
A lavadeira também passa...
Mãe, filha, neta
A saudade é grande
O tempo não leva
A pedra é pesada
A água não move
A orquestra se afina
Num plaft... plaft...
Da pedra tambor
O chuá... chuá da água
Que não vai retomar
Passa o tempo
Passa a água
Passa a mulher
Esguia
Rechonchuda
Carrancuda
Cantarolante
Dançante

Assim corre a vida
De quem vive a lavar.

Ildene da Soledade Soares dos Passos
Montes Claros, 06 de junho de 2009.