sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Oficina 09 – Deu Certo!!!!

Na oficina anterior, havíamos planejado a exibição do filme. Mas... cadê o som? Estava tudo mudo...

Nesta oficina trabalhamos conteúdos do TP 5 relacionando-os ao filme “Narradores de Javé”. Por indisponibilidade de equipamentos, para exibição do filme, para cada formador e sua turma, realizamos a oficina junto com as demais turmas de Língua Portuguesa.
Após assistirem ao filme, as cursistas formaram pequenos grupos e receberam algumas perguntas condutoras da discussão.

1- Qual o papel do escriba naquela comunidade?
2- Analise o processo de construção da escrita do personagem que faz o papel de escriba?
3- Como pode ser percebida a relação entre ser alfabetizado e ser letrado no contexto do filme?
4- Qual a importância do escriba na construção da leitura e da escrita?
5- Aponte marcas estilísticas dos narradores?
6- Como a coerência é construída no filme?
7- Há coesão em Narradores de Javé? Justifique sua resposta.
8- Que elementos de textualidade são apresentados no filme?

Logo após houve um debate com todos os grupos.
A discussão superou as nossas expectativas em outros aspectos levantados pelas cursistas. Sentimos que estudo do TP 5 foi concluído com sucesso.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

FOI ASSIM MAIS UMA OFICINA...

A oficina 09 do Gestar foi realizada em 12/09/09. Havia muitas expectativas por parte dos cursistas por essa oficina, pois foi a primeira após o segundo encontro dos formadores, que aconteceu em Belo Horizonte. Na ultima oficina houve um número significativo dúvidas administrativas em relação ao Gestar e esperávamos obter respostas com a coordenação da SEE-MG, mas infelizmente não tivemos acesso às coordenadoras para que pudéssemos sanar as dúvidas. Frustração dos formadores. Foi encaminhado à SEE documento solicitando a dispensa do cumprimento do Módulo II, como foi anunciada na divulgação do programa, a parte destinada a reunião de planejamento na escola. Já que, o estudo da teoria do Gestar e preparação da aplicação das atividades do programa requerem do cursista tempo superior ao ser cumprido no Módulo II e ao destinado as horas não presenciais do programa. O estudo faz com que o professor prepare aulas mais dinâmicas e interessantes para o aluno, cumprindo assim o objetivo do planejamento na escola. Aguardamos resposta da SEE. Nessa oficina, nós formadores optamos por fazê-la com um grupo maior. Estando presentes as formadoras e os cursistas de Capitão Enéas, Juramento e Montes Claros com o objetivo de ampliarmos a discussão da teoria e socialização da prática. O objetivo foi alcançado satisfatoriamente. O estilo foi tema bastante discutido, pois o novo aspecto abordado pelo TP faz com que repensemos o conceito que se tinha até então de Estilo. Algumas cursistas se mostram mais resistentes com a nova abordagem recaindo sempre no conceito que se tinha, o estilo como algo quase inconsciente e não intencional. Após a discussão ficou claro os diferentes enfoques e como a escolha do gênero textual auxilia nesse impasse. Quando escolhemos o gênero a nossa intenção comunicativa fica clara. Escolhemos assim o léxico a ser usado, e escolhemos o gênero que atenda toda situação de formalidade e informalidade. A questão do Estilo na literatura foi abordada sem maiores tensões, é ponto bem aceito por todos. Outro tema bem discutido foi a Coerência. A coerência como fator externo ao texto, dependente do conhecimento de mundo do escritor e ainda mais do leitor, para a maioria ficou claro e foi bem aceita essa abordagem. Para outros nem tanto, apesar de concordarem a principio, vimos que na prática foi um pouco diferente. Foi nas apresentações da atividade proposta para a oficina que se verificou essa contradição. Ao verificar o cartaz da atividade uma cursista o considerou “fraco”, alegando que há outras propostas melhores. Para outra cursista o cartaz atendeu perfeitamente a proposta. Relatou ao grupo ter lido a proposta da atividade e pesquisado na internet os projetos desenvolvidos pela empresa citada no cartaz. Expôs ao grupo que cada figura presente no cartaz representava projetos desenvolvidos pela empresa e como cada projeto ali ilustrado estava bem casado com a proposta da atividade. Para ela o cartaz era coerente porque ao buscar os elementos que lhe proporcionasse uma leitura mais eficiente, trouxe os elementos de coerência ao texto. Chamando a atenção do grupo para esse acontecimento e podendo verificar como a teoria é validada pela prática, encerramos mais uma oficina do Gestar II.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

FOI ASSIM A OFICICINA 08...

A Oficina 08 do Gestar II foi realizada em quinze de agosto. Ao chegar à sala coloquei sobre a mesa de cada cursista um kit, contento: uma borracha branca, um clipe, uma borrachinha amarela (em forma de círculo), uma pequena corrente dourada, uma bala doce e um papel dobrado. Todas queriam saber qual a finalidade do kit. Suspense!!! No primeiro momento dos trabalhos, as cursistas foram informadas da antecipação da segunda etapa de formação dos professores formadores, de 24 a 28 de agosto, e não mais em setembro como previsto no cronograma fornecido a elas. Discutimos sobre as atividades aplicadas e a serem aplicadas e a organização dos portfólios. Foram entregues, a pedido da coordenadora Sandra da SRE-Montes Claros, os termos de compromisso do cursista. A redação do termo não foi bem recebida pelos cursistas, que recusaram a assiná-lo de imediato declarando a insatisfação nas salas. Durante o lanche houve manifestação de desagrado por parte de um cursista e apoiado pelos demais. Combinei com minhas cursistas que pensassem melhor e analisassem o documento para entregarem na próxima oficina 12/09/09. Alguns questionamentos foram feitos sobre determinados aspectos administrativos do Gestar II, diante da expectativa do encontro com as coordenadoras da SEE-MG, as questões foram devidamente anotadas para serem encaminhadas às coordenadoras. Os relatos da aplicação dos “avançando” foram proveitosos com participação expressiva das cursistas, e segundo os relatos, as atividades escolhidas aconteceram sem grandes surpresas e maiores dificuldades dos alunos.
Hora de acabar com o mistério do kit. Pedi que abrissem o saquinho transparente contendo os objetos e dissessem o que cada um deles representava para elas. Foi uma sucessão significados, todos com suas respectivas explicações. Momento de pura descontração e risos. Pedi então que desdobrassem o papel e lessem as instruções contidas nele.

Kit Felicidade

Este é o nosso kit felicidade que deve nos acompanhar durante nossa trajetória.
Nele você encontrará o indispensável:
Uma corrente de pedras preciosas representando a família e os amigos mais íntimos. Eles valem ouro.
Um elástico representando seu circulo de amizades. O seu tamanho dependerá da sua capacidade e desejo de relacionar-se com os outros.
Um clipe para juntar todos os ensinamentos e experiências positivas.
Uma borracha... É melhor apagar os mal entendidos. Ela representa o perdão, o coração aberto, amigo, sem preconceitos.
E lembre-se de levar consigo balas, para que os doces momentos deste curso relembrem a magia da VIDA!
Utilize o kit e seja feliz!

Julimar Martins
Formadora do
Gestar II – Agosto 2009

A dinâmica atingiu o objetivo esperado, que era descontrair e deixar uma mensagem de incentivo pela participação do Gestar. Tivemos que ir para o lanche, ninguém podia falar, pois resolveram adoçar o momento degustando as balinhas.
Foi realizada a atividade proposta no TP para esta oficina. Algumas cursistas já desenvolveram atividade semelhante com seus alunos e as que não o fizeram ficaram bem entusiasmadas para fazê-lo. Assim encerramos a oficina aguardando as novidades do segundo encontro de formação.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

E AS ATIVIDADES FICAM MAIS INTERESSANTES A CADA ENCONTRO!

Em 11 de julho de 2009, foi realizada a Oficina 07 do programa Gestar II. Tendo como base de estudo as unidades 13 e 14 do TP 4. A primeira parte foi destinada a discussão da teoria abordada nas unidades estudadas. A leitura, escrita e cultura, unidade 13 que tem como seções: o letramento, letramento e diversidade cultural, Conhecimento prévio e atividade de leitura e escrita na escola; O processo da leitura, unidade 14, como seções: Onde está o significado do texto?, Os objetivos de leitura: expectativas e escolhas de texto e Conhecimentos prévios interferem na produção de significado do texto. Foi colocado as cursistas o questionamento acerca do conceito de ”Letramento” Como complemento foi lido e comentado um texto com base em um depoimento dado a um jornal do grande ABC, da Professora Magda B. Soares. A discussão foi bem interessante, as cursistas tem consciência da importância da alfabetização estar atrelada ao letramento, apesar de serem formas distintas de conhecimento e prática. A questão cultural e o processo de leitura e escrita seguiu o mesmo caminho da discussão anterior, detêm conhecimento da teoria e segundo as mesmas procuram aplicar em sala de aula. Foi ressaltado a importância de proporcionar ao aluno a oportunidade de LER, para que ele encontre o segmento textual que lhe desperte maior interesse e possa assim desenvolver o hábito da leitura. Foi ressaltada pela formadora a importância da leitura oral, para que os alunos possam observar as diferenças entre a leitura silenciosa e desenvolvam “o saber ouvir”. O que foi bem recebido pelas cursistas e algumas fizeram breves relatos de suas práticas dessa aplicação. As cursistas estão mais à vontade com o grupo, tornando o momento dos relatos da aplicação do avançando na prática menos “tensos”. Tornou-se necessário definir um número fixo de no máximo três depoimentos por oficina, tendo em vista o cumprimento das atividades programadas. Os relatos, desta oficina, giraram em torno do avançando das páginas 41 e 51. Segundo as cursistas, a escolha foi feita de acordo com a época de festas juninas realizadas nas escolas casando bem coma proposta do Avançando. Atividade que causou uma surpresa muito boa, pelo empenho e dedicação dos alunos. Resultando em produções de excelente resultado. Foi desenvolvida a atividade proposta para esta oficina com base no texto “Cidadezinha qualquer” de Carlos D. de Andrade. As propostas de exploração do texto foram apresentadas por cada grupo. Após cada apresentação, o grupo proporcionou abertura para esclarecimentos, aos demais grupos, acerca das questões propostas e aceitando sugestões de outras possíveis questões a serem trabalhadas de acordo com o ano cursado pelos alunos. O que ocorreu com serenidade, passividade, respeito e boa aceitação de toda a turma. As atividades serão digitadas pela formadora que irá socializar com toda a turma, para que possam trabalhar com seus alunos. Como lição de casa: o estudo das unidades 15 e 16, aplicação de um avançando na prática e relatório da atividade para o dia quinze de agosto de 2009. Segundo as cursistas as atividades desenvolvidas nas oficinas estão ficando melhores a cada encontro. Com votos de bom descanso (e estudo) no recesso escolar de dezoito de julho a dois de agosto de 2009, encerramos mais uma oficina do Gestar II.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

SOBRE A OFICINA 06 - TP 3, 20/06/2009

No dia 20/06/2009 foi realizada a terceira oficina em Montes Claros. Esta oficina corresponde a Oficina 06 do programa Gestar II. A primeira parte das atividades desenvolvidas neste encontro foi destinada aos comentários sobre as unidades 11 e 12 da TP 3, estudadas pelas cursistas - na nossa turma só há mulheres. Os comentários mais recorrentes foram a respeito da “classificação” da seqüência tipológica preditivo, que para a maioria foi novidade. Para uma cursista, ocorre apenas uma criação de nomenclaturas e divisões, baseadas nas necessidades de se vender livros e atender produção de dissertações de mestrado e teses de doutorado. Para outra, existem linhas de pesquisas e o programa optou por uma delas. Como “mediadora” da discussão chamei a atenção do grupo para a capacidade e competência, pertinente a cada uma, em analisar as teorias apresentadas, verificando a utilidade e necessidade, de se fazer adequações no momento de levá-las aos alunos. Considerando o nível de aprendizagem e amadurecimento dos mesmos. No âmbito geral da discussão, o grupo considerou muito importante o estudo teórico, pois, “assim temos mais segurança para trabalharmos gênero e tipos textuais”, fala de uma cursista endossada pelo grupo. No segundo momento, foram feitos os relatos de aplicação do Avançando na prática. Por estarmos com o cronograma de realização do programa bem apertado, foi solicitado que aplicassem dois avançando, um das unidades 9 ou 10, e outro das unidades 11 ou 12. De acordo com as cursistas, foi trabalhada a parte teórica seguida do avançando. Algumas cursistas tentaram realizar em todas as turmas que trabalham, mas foi muito trabalhoso e não deram conta de realizar as duas atividades para a oficina. Pois, houve o feriado e havia outras atividades já programadas pela escola o que dificultou a realização do avançando. Aquelas cursistas que não puderam realizar as duas atividades se comprometeram a aplicar a que não realizada para a próxima oficina. Segundo os relatos, a prática foi muito bem recebida pelos alunos, que se envolveram de forma bem entusiasmada. Algumas confessaram surpresa com a participação e com os resultados das atividades. Principalmente as cursistas que escolheram as turmas cujos alunos apresentam nível de aprendizagem mais lento em relação a outros alunos. Ao descreverem a realização das atividades, as demais cursistas foram localizando na TP o avançando referido para que pudessem acompanhar o relato com maior interesse. A dificuldade mais acentuada encontrada foi na construção da biografia, pois, os alunos do sexto ano tiveram dificuldade em escrever o texto iniciado em terceira pessoa e dar continuidade usando a mesma pessoa. Alegaram que como estavam se referindo a vida deles, poderia usar a primeira. Momento de esclarecimento pelo professor. Os demais relatos foram bem proveitosos e de acordo com os cursistas a aplicação foi bem tranqüila. Algumas cursistas reclamaram da falta de apoio das escolas, principalmente no tocante ao material necessário para a realização das atividades. Segundo as mesmas foi necessário que arcassem com as despesas das cópias xerográficas e demais materiais utilizados. Como já havia recebido pessoalmente e por e-mail esta reclamação, e já havia repassado a Coordenadora da SRE, que enviou mensagem a SEE relatando o ocorrido. Os formadores foram instruídos a passarem um endereço eletrônico aos cursistas, para que pudessem fazer solicitações de apoio diretamente a SEE. No momento final, houve a motivação do estudo da TP 4, e o “Para casa”, estudar as unidades 13 e 14 da referida TP, seguida da aplicação de um Avançando para a próxima oficina que acontecerá no dia 11/07/2009

O estudo da TP 3 revela as escritoras-cursistas de Montes Claros...

As lavadeiras

Ensaboa, bate, torce
Retorce o corpo
No movimento frenético
Como se o tempo voasse
O tempo corre, a água passa
A lavadeira também passa...
Mãe, filha, neta
A saudade é grande
O tempo não leva
A pedra é pesada
A água não move
A orquestra se afina
Num plaft... plaft...
Da pedra tambor
O chuá... chuá da água
Que não vai retomar
Passa o tempo
Passa a água
Passa a mulher
Esguia
Rechonchuda
Carrancuda
Cantarolante
Dançante

Assim corre a vida
De quem vive a lavar.

Ildene da Soledade Soares dos Passos
Montes Claros, 06 de junho de 2009.

Cordel solidário - cursista Rita Câmara - Oficina dia 06/06/2009

Na rota do mistério

Rita Câmara

O air bus da AIR FRANCE desapareceu
Muita gente famosa morreu
A França as caixas pretas quer achar
O mundo se põe a chorar
Os destroços que foram encontrados
Estavam a 500 km espalhados

Um montesclarense desapareceu
Nesta terra o engenheiro cresceu
Sua luta enorme para estudar
E Petrobras enfim chegar
Morou e cresceu nesta terra com esta gente
Mas partiu desta forma infelizmente

Os parentes foram ao Rio de Janeiro
Saber da morte do engenheiro
Por seu falecimento ficou conhecido
Muito triste o fato ocorrido
Sua mãe na missa desmaiou
Do filho amado ela lembrou

Hilton Silveira, nato monsteclarense
Deixou saudoso o cruzeirense
Essa tragédia em pleno ar
Deixa em mistério a rondar
Estará o AIR FRANCE no fundo do mar?
Ou por fim veio a se desintegrar?

O Le Mond em nota publicou
O piloto na velocidade errou
Foram quatro minutos para falar
E depois a aeronave a falhar
A mancha de óleo no mar
O AIR FRANCE fez foi afundar?

O Brasil o caso a acompanhar
A TV, o rádio, a net a falar
Onde vai resultar este caso misterioso?
Onde o povo chora doloroso
Detetives estão surgindo
O caso repercutindo

A França fala com idéia remota
E não tem quem não nota
Os jornais em grande repercussão
Gritam pela finalização
Deste grande acidente de avião
Que sumiu ou não?

Uns contam uma história
Mas aquela estranha trajetória
Do Air Bus é assunto constante
É comentário interessante
Para hipotéticos investigadores
Na realidade fazem-se descobridores

O Air France 330 – vôo 447 é fruto da imaginação
Houve enfim uma explosão?
O avião no ar sumiu
E o povo não mais sorriu

Montes Claros, 06 de junho de 2009.